O Senhor também revelou a Pilatos que Sua missão era dar testemunho da verdade. E este lhe pergunta: “O que é a verdade?” - tendo feito esta pergunta virou as costas a Jesus (cf. João 18,35-38). Ele não queria, na verdade, saber o que era a verdade nem se comprometer com verdade alguma; pois preferia prender-se à “sua verdade”, à sua conveniência. Pilatos queria soltar Jesus (cf. Lucas 23,20-21), mas se sentia pressionado, pois se assim o fizesse ele estaria se comprometendo com o Mestre de Nazaré e, por conseguinte, perderia sua posição no poder.
A posição de Pilatos era de “ficar em cima do muro”; não queria compromisso com Jesus, pois isso lhe traria muitos transtornos e sua vida mudaria da situação confortável em que se encontrava. Então, querendo satisfazer o povo e não a Deus (cf. Marcos 15,15), lavou as mãos e mandou que Jesus Nazareno fosse crucificado.
A falta de compromisso é uma tentação muito forte para o servo de Deus na música, pois é muito cômodo ter o ministério apenas como bico, como passatempo de fim de semana. É muito cômodo dizer: “Eu não tenho nada com isso, pois já fiz o meu trabalho!”
Ministério de música é, acima de tudo, compromisso com Deus, exige consagração e busca da verdade todos os dias da vida. O músico não pode ficar “em cima do muro”, mas deve se comprometer, dedicar sua vida a esse ministério. É uma tentação muito grande, a mesma em que caiu Pilatos, a de achar que a vida piorará se nos comprometemos com o Senhor. Jesus nos amou tanto que deu a vida por nós. Como Ele não irá nos dar a felicidade de que precisamos? Não adianta ser servo de Deus na música e nos deixarmos levar por uma vida sem oração e sem vínculos com a Igreja, sem compromissos com o Reino do Senhor.
Trecho extraído do Livro: "Formação Espiritual de Evangelizadores na Música" de "Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus"
Fonte: Canção Nova
Nenhum comentário:
Postar um comentário